O termo “ética” deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social.
A ética é construída por uma sociedade com base nos valores históricos e culturais. Do ponto de vista da Filosofia, a Ética é uma ciência que estuda os valores e princípios morais de uma sociedade e seus grupos.
O esporte é um segmento da sociedade, ou grupo social. A ética no esporte também é construída com base nos valores históricos e culturais. A alteração de valores altera diretamente os conceitos do que é ético ou não no esporte.
A evolução, ou involução, da ética no esporte é latente. Antigamente era comum ver um jogador que passava anos de sua carreira em um só clube. O futebol era regido pelo amor ao esporte e isso era muito importante na carreira de um atleta vencedor. A superação dos seus próprios limites e a vitória eram um dos objetivos do esporte.
Hoje o esporte profissional virou um negócio, com interesses de patrocinadores, investidores, empresários, parceiros, etc... Tudo no esporte profissional gira em torno do “negócio”. A ética não é mais o princípio norteador do esporte, o negócio é.
Você sabe quanto custa 30 segundos de propaganda no intervalo da final do Futebol Americano, conhecido como Super Bowl? O evento é visto por aproximadamente 153 milhões de pessoas. O valor é realmente inacreditável. São 5,4 milhões de reais por 60 segundos, ou seja, são aproximadamente R$ 90.000,00 por segundo.
Já no nosso futebol, podemos citar a transferência de Cristiano Ronaldo para o Real Madrid como exemplo do quão comercial é esse esporte. Foram 234 milhões de reais.
Os valores mudaram meus amigos. Mas não estou falando do valor monetário, e sim do valor moral. Por ter se tornado um negócio, o esporte sofreu uma extraordinária inversão de valores. Trocou o valor moral pelo valor comercial.
Hoje presenciamos habitualmente histórias como a que se desenrola com o Neymar do Santos. Empresários e investidores têm o poder do dinheiro na mão e são capazes de tirar facilmente um grande craque de um time brasileiro. Não adianta chorar, pagou a multa levou. O prejuízo fica na mão dos clubes formadores.
Se comparado com o mercado europeu, todos os clubes brasileiros são formadores, porque quando o atleta está pronto, vem um time europeu e leva. Quem fica no prejuízo é o clube que construiu aquele alojamento para o garoto que veio do interior dormir decentemente. Foi o clube que alimentou aquele atleta durante anos. Foi ele que contratou profissionais capacitados para o seu desenvolvimento.
Até que ponto vale sacrificar um conceito moral e ético por um bom negócio? Infelizmente e linha que divide esses dois mundos está cada dia mais invisível. Investidores aliciam os jovens atletas dentro dos próprios clubes formadores, sem qualquer pudor. Mas quem tem pudor faz um bom negócio? Quem tem moral vence nesse mundo de negócios?
O capitalismo alterou o conceito de moral e as regras do jogo mudaram. Ai começa a roda viva. O dirigente tenta “prender” o atleta no clube de uma forma amoral, porque se ele não fizer isso, vem um empresário e “toma” aquele atleta. Formou-se o ciclo vicioso.
Pra ganhar um jogo é preciso quebrar o tornozelo um adversário? Pra ganhar uma corrida é preciso jogar o adversário contra o muro a 300 km/h, como fez Michael Shumacher com o Rubinho?
Existem vários caminhos de se vencer na vida, no esporte ou nos negócios, mas eu prefiro o caminho da moral e da ética. Mesmo que seja o mais árduo, mas é o mais digno.
Sei que essa pode ser uma teoria um pouco utópica, mas algumas vezes precisamos refletir sobre isso, para que possamos descobrir o caminho que nossa vida está tomando.
Ética sempre. Cruzeiro até morrer.

Recado importante hein seu Cristiano!! Tem muita gente pecisando ler esse post seu!!
ResponderExcluirParabéns!!
Infelizmente, a ética e os bons costumes estão cada vez mais distantes do vocabulário de muitos que se dizem "profissionais" do futebol...
ResponderExcluirEmpresários, dirigentes, treinadores, etc, etc, etc, desde os primórdios vão tocando o futebol de forma egoística que os leva a deixarem de lado a ética e só visam o lucro financeiro, deixou de ser paixão e é apenas um meio fácil de ganhar um bom trocado.
Casos e mais casos são relatados e presenciados todos os dias no futebol, que vai do profissional top de linha, passa pela base e atinge inclusive o amadorzão, pasmem!
Futebol – Paixão e Profissão
quando o dinheiro entra, a ética, sai pela janela.
ResponderExcluirComo diria Emídio, "ADEMG informa :substituição no futebol - sai ética e entra dinheiro"!!!
ResponderExcluirPerdoem a brincadeira com coisa séria... Mas a verdade é que a inversão de valores vem acontecendo em todos os segmentos da sociedade, pois essa inversão, infelizmente, tem feito parte da evolução (ou involução... acho mais plausível) do próprio Homem!!
Prezado Sarmento este seu post tem vários temas interessantes e vou falar da lei pelé(lei 9.615/98) Antes da lei pelé entrar em vigor o atleta era escravo do clube e agora virou escravo dos empresários e do capitalismo, pois sem um bom empresário não aparece rápido na mídia, não consegue figurar entre os grandes clubes.Como todos falam, o Brasil é um país continental, ou seja, o país do futebol, quantos garotos craques estão aí sem oportunidades e quando medianos e brucutus estão em bons clubes, méritos de quem?? de seu empresário é claro. Um exemplo claro que meta hoje é lucrar e lucrar é a empresa Traffic, que criou um time Deportivo Brasil, somente para negociar jogadores, fazem uma lavagem cerebral na garotada e todos querem ir para a europa, ásia, japão, ganhar dinheiro rápido. Ser astro,jogar no clube que torço por paixão, dar alegria a torcedores, não, o negócio é dinheiro, e nesse meio tudo vai embora junto com o nosso futebol,ética, amor a camisa, vontade de atuar com a amarelinha da seleção, todos querem dinheiro!! Para finalizar alguém conhece a origem do atacante Emerson Sheik do Fluminense, há tá certo, o negócio é ganhar dinheiro!! (Eduardo duzim).
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