O Cruzeiro classificou-se para a Libertadores de 1976 na vitória de 3×2 sobre o Santa Cruz no jogo único pela semifinal do Campeonato Brasileiro, em 07 de Dezembro de 75, no Recife.
O gol de Palhinha aos 46 do 2º tempo, garantiu não só a presença na final como também a terceira participação do clube no torneio sul-americano, a segunda consecutiva.
O calendário cruzeirense de 1976 começou em 18 de Janeiro, pra disputar a 1º partida da decisão da Taça Minas Gerais, contra o Atlético-MG, que ficou com o título, que valia um ponto extra no quadrangular final do Mineiro de 1975.
Jair Ventura Filho, o Jairzinho, 33 anos, contratado no início daquele ano, já treinava na Toca da Raposa.
No quadrangular final do Mineiro de 1975 (foi disputado no início de 1976), o Cruzeiro passou por cima de todos os adversários, venceu a Caldense, derrotou o América duas vezes por 2×1, e o Atlético, com um duplo 1×0, conquistando o tetra campeonato mineiro.
Pela fase de grupos da Libertadores, os brasileiros (Cruzeiro e Inter) ficaram no Grupo 3 com os paraguaios Olímpia e Sportivo Luqueño. Apenas o 1º colocado avançava para as semifinais.
Em 07 de Março de 1976, Cruzeiro e Inter fizeram uma partida épica, descrita por muitos como a melhor partida do Mineirão, marcado especialmente pela ofensividade das duas equipes.
De um lado, Raul, Nelinho, Zé Carlos, Jairzinho, Palhinha, Joãozinho e Zezé Moreira. Do outro, Manga, Figueroa, Falcão, Valdomiro, Lula e Rubens Minelli.
Lances capitais do jogo que virou lenda:
· 01 – Darci Menezes falha, Escurinho chuta, Raul Plassmann defende.
· 03 – Joãozinho cruza, Palhinha se antecipa a Figueroa e toca por baixo de Manga. Cruzeiro, 1×0.
· 10 – Nelinho lança da defesa, Figueroa mata no peito, a bola escapa, Palhinha vem por trás e toca para o gol. Cruzeiro, 2×0.
·14 – Lula recebe de Caçapava na intermediária e dispara um petardo indefensável. Inter, 2×1.
· 21 – Joãozinho intercepta passe de Figueroa para Cláudio, avança até a entrada da pequena área, aplica um drible desconcertante em Figueroa e fuzila Manga. Cruzeiro, 3×1.
· 25 – Jairzinho perde boa chance de gol.
· 32 – Figueroa chuta uma bola no travessão.
·39 – Lula recebe, vai ao fundo, aplica uma caneta em Morais e cruza para Valdomiro ajeitar e bater rasteiro sem chance para Raul.Inter, 3×2.
· 06 – Falcão lança Valdomiro, que cruza, Zé Carlos tenta cortar e manda contra o próprio gol. Inter, 3×3.
· 12 – Palhinha acerta cotovelada em Figueroa e é expulso.
·18 – Joãozinho e Jairzinho pressionam Caçapava, Jairzinho fica com a bola, avança e na entrada da área rola para Joãozinho, que de pé direito joga no ângulo oposto de Manga. Cruzeiro, 4×3.
· 23 – Raul defende cabeçada a queima-roupa de Escurinho.
· 25 – Vacaria cruza da esquerda, Escurinho desvia de cabeça para o meio da área e Ramon completa para o gol, também de cabeça.Inter, 4×4.
· 35 – Eduardo dribla dois e solta uma bomba, Manga defende para escanteio.
· 40 – Joãozinho avança, dribla Valdir e é derrubado. Pênalti que Nelinho cobra com violência, deslocando Manga. Cruzeiro, 5×4.
· 45 – Joãozinho dribla dois, chuta por cobertura e Manga desvia para escanteio.
Joãozinho foi o grande nome do jogo. Fez dois gols, deu o passe para outro e sofreu o pênalti que resultou no 5º gol.
Depois do jogo, cartolas do Inter denunciaram que o Cruzeiro havia comprado o Juiz. Tudo porque, ao pagar o trio de arbitragem, obrigação do clube mandante, Carmine Furletti dispensou o troco, coisa de US$50.00.
Depois do jogo, Zé Carlos Bernardo foi claro:
· “Nunca tinha jogado uma partida como esta. Foi emoção demais.”
Em depoimento à Revista do Cruzeiro, duas décadas depois, Osvaldo Faria, comentarista da Rádio Itatiaia, disse:
· “Foi dramático. Era lá e cá. Uma loucura como nunca vi igual no Mineirão.”
Em sua coluna de televisão em O Globo, Arthur da Távola, comentaria, três dias depois do jogo:
· “A plenitude daqueles 90 minutos pôde ser vivida no momento em que ocorreu, pois o desfecho não era sabido até o fim da partida. Mesmo assim, apelo daqui à TV Tupi, programe aquele jogo como atração especial um dia desses. É obra de arte. Raras vezes o futebol brasileiro viveu instantes tão maravilhosos. Cruzeiro 5, Internacional 4, teve a eternidade das grandes batalhas. Daquelas que entram na história pela soma das virtudes tornadas encantamento.”
Links:
· Jogos Para Sempre, produção do Sportv, com participação de Nelinho, Lô Borges e Cláudio, dividido em 6 partes. (link da 1ª parte; para as demais pesquisar ‘Jogos Para Sempre – Cruzeiro 5×4’).
· Vídeo da RBS, emissora gaúcha, com comentários de Cláudio Duarte e Vacaria, que atuaram na partida e do jornalista Ruy Carlos Ostermann, entremeados por fotos do jogo. Tem erros factuais, mas vale a pena por mostrar a visão do adversário.
Pra cima deles. Cruzeiro até morrer.
Fontes: Wikipedia e Cruzeiro.org


Usamos suas informações compiladas, para completar o artigo: http://www.cruzeiropedia.org/Cruzeiro_5x4_Internacional_-_07/03/1976
ResponderExcluirFoi um dos jogos mais emocionantes que assisti!
ResponderExcluirO 3° gol do Cruzeiro, marcado pelo Joãozinho foi algo indescritível, ele deu o famoso "flip flop" (elástico) no Figueroa, drible que ficou mundialmente conhecido atravez do Ronaldinho Gaúcho.
Joãozinho era gênio, pena que fora de campo não servia de exemplo.
Abraços!
Caros amigos do blog MG futebol clube, realmente este jogo citado pelo Sarmento foi sensacional, mas o mesmo foi somente o trôco, ou uma revanche, pois deu Inter no ano anterior, em 1975. O estadio lotado do Beira Rio foi o palco de uma duríssima decisão de campeonato brasileiro daquele ano, com boas jogadas por parte das duas equipes e onde o campeão da competição venceu de forma justa com o gol batizado de "Iluminado", quando aos 57' minutos Elías Figueroa apareceu entre uma faixa de sol no gramado, elevou-se entre os zagueiros do Cruzeiro e com uma cabeçada certeira no cantinho do gol defendido pelo goleiro Raul, levaria literalmente a loucura a torcida colorada, 1x0 para o Internacional. O Cruzeiro vendeu muito cara a derrota, e até o fim da partida faria brilhar a estrela do goleiro Manga com tremendas defesas realizadas, entre elas, uma espetacular em chute de Nelinho que tinha destino de rede.
ResponderExcluirFinalmente acabaria vencendo o melhor time do campeonato de 1975, e sem duvidas uma das grandes equipes que já escreveram na historia do futebol brasileiro. o Internacional de 1975 era comandado pelo técnico Rubens Minelli.
Data-Estádio
14/12/1975 | Beira Rio
As escalações :
Internacional (1): Manga; Valdir, Figueroa, Hermínio, Chico Fraga; Caçapava, Falcão, Carpegiani ; Valdomiro (Jair), Flávio e Lula. Técnico: Rubens Minelli.
Cruzeiro (0): Raul; Nelinho, Darci Menezes, Morais, Isidoro; Piazza, Zé Carlos, Eduardo; Roberto Batata, Palhinha e Joãozinho. Técnico: Zezé Moreira.
Fonte: site: www.osclassicos.com