Para os mais novos, fica difícil de acreditar que um clube possa não ser o campeão Brasileiro sem perder nenhuma partida e ficar com 10 pontos na frente do time que levantou a taça, mas foi isso que aconteceu pelo confuso e injusto campeonato Brasileiro de 1977.
"Só a tragédia de 1950 se compara ao silêncio sepulcral que envolveu o Mineirão em 05 de março de 1978, quando a grande equipe atleticana de Cerezo, Reinaldo, Paulo Isidoro, João Leite e Marcelo perdeu nos pênaltis o título que todos já consideravam seu, incluindo-se, às vezes parece, os próprios adversários são-paulinos. O time do Atlético jogou sem Reinaldo, suspenso num julgamento criminosa e maliciosamente marcado para a última semana do campeonato; foi empurrado pela torcida, mostrou-se muito superior ao São Paulo (como havia feito durante todo o campeonato em que acumulou 17 vitórias, 4 empates e nenhuma derrota), encurralou o adversário durante 120 minutos, mas o gol não saiu. O título foi perdido nos pênaltis, mesmo depois de duas grandes defesas de João Leite em cobranças são-paulinas. Ângelo, um dos craques do jovem time atleticano, deixou a partida quebrado por Neca e pisoteado por Chicão. Nunca mais seria o mesmo. O Galo, base da seleção brasileira de Osvaldo Brandão do ano anterior, saiu de campo vice-campeão invicto, 10 pontos à frente do campeão, com os 11 jogadores abraçados. A Massa recebia aí sua grande tarefa dos próximos anos: realizar o luto pelo enorme trauma. Começou a tarefa no domingo seguinte às 10 da manhã, levando legiões de bandeiras para uma amarga partida contra o Bahia no Mineirão. Nenhuma outra derrota de um favorito no Brasileirão se revestiria de tanta mística apaixonada. A partir daí a Massa acumularia 10 títulos mineiros em 12 anos. Veria o Galo vencer uma legião de torneios europeus (Paris, Amsterdã, Vigo, Bilbao, Ramón de Carranza) e realizar uma seqüência de campanhas sensacionais no Brasileirão, interrompidas na final ou semifinal em jogos fatídicos."
Por Idelber Avelar
"Só a tragédia de 1950 se compara ao silêncio sepulcral que envolveu o Mineirão em 05 de março de 1978, quando a grande equipe atleticana de Cerezo, Reinaldo, Paulo Isidoro, João Leite e Marcelo perdeu nos pênaltis o título que todos já consideravam seu, incluindo-se, às vezes parece, os próprios adversários são-paulinos. O time do Atlético jogou sem Reinaldo, suspenso num julgamento criminosa e maliciosamente marcado para a última semana do campeonato; foi empurrado pela torcida, mostrou-se muito superior ao São Paulo (como havia feito durante todo o campeonato em que acumulou 17 vitórias, 4 empates e nenhuma derrota), encurralou o adversário durante 120 minutos, mas o gol não saiu. O título foi perdido nos pênaltis, mesmo depois de duas grandes defesas de João Leite em cobranças são-paulinas. Ângelo, um dos craques do jovem time atleticano, deixou a partida quebrado por Neca e pisoteado por Chicão. Nunca mais seria o mesmo. O Galo, base da seleção brasileira de Osvaldo Brandão do ano anterior, saiu de campo vice-campeão invicto, 10 pontos à frente do campeão, com os 11 jogadores abraçados. A Massa recebia aí sua grande tarefa dos próximos anos: realizar o luto pelo enorme trauma. Começou a tarefa no domingo seguinte às 10 da manhã, levando legiões de bandeiras para uma amarga partida contra o Bahia no Mineirão. Nenhuma outra derrota de um favorito no Brasileirão se revestiria de tanta mística apaixonada. A partir daí a Massa acumularia 10 títulos mineiros em 12 anos. Veria o Galo vencer uma legião de torneios europeus (Paris, Amsterdã, Vigo, Bilbao, Ramón de Carranza) e realizar uma seqüência de campanhas sensacionais no Brasileirão, interrompidas na final ou semifinal em jogos fatídicos."
Por Idelber Avelar
Muitas pessoas caçoam quando nós atleticanos falamos em campeão moral do brasileiro 1977, o GALO não foi somente campeão moral e sim campeão no campo, lutando contra tudo e todos, coisas que só acontecem com o GALO VINGADOR!! Uma passagem interesante deste jogo é que os dois centroavantes não iriam jogar, serginho chulapa e reinaldo. Ocorre que reinaldo poderia ser absolvido e serginho que também estava suspenso poderia ter sua pena reduzida. O técnico Rubens Minelli do São Paulo, pediu para o Muricy(hoje técnico do fluminense e reserva do SP na época como jogador) encontrar o serginho onde ele estiver, pois faria uma pressão psicológica, se o reinaldo entrasse, ameaçaria entrar com o serginho e a disputa do título ir para o tapetão; Muricy foi achar o serginho horas antes do voo, bebendo cerveja no subúrbio de SP, serginho foi, mas ele nem reinaldo entrou, coisas que só acontecem com O GALO!!
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