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A palavra certa é REAÇÃO, e não EVOLUÇÃO!



Ontem, não foi nenhuma tragédia. Perder para o Santos, na Vila Belmiro é normal. Qualquer time do Brasil que for jogar lá, o Santos é favorito. Ainda mais nestes tempos que craques, estão brotando do chão do CT Rei Pelé.

Anormal são as declarações do Luxemburgo. Anormal é o silêncio do Alexandre Kalil. Anormal é o Sr. Héber Roberto Lopes marcar aquele pênalti. Anormal é dispensar o Junior e contratar o Fernandinho, que até vinha jogando um feijão com arroz, mas tem um histórico de várias lesões. Anormal é jogar com Ricardinho de ala por não ter um Lateral Esquerdo. Anormal é a posição na tabela.

Em minha opinião, o Atlético jogou bem ontem e se o apitador não marcasse aquele pênalti (o se não entra em campo), tenho certeza que o Galo não perdia o jogo.O primeiro tempo do Galo foi muito bom. A impressão de todos, era a repetição dos últimos 2 campeonatos: mais uma vitória na Vila.

Mas quem chegou primeiro foi o Santos, e o Aranha fez uma bela defesa, e Lima jogou pra escanteio. Pensei: será que o Aranha mudou? Deixa pra lá.

O Galo chegou , com Tardelli, e o goleiro fazendo boa defesa também.

Jogo bastante movimentado. Chances desperdiçadas dos 2 lados. O goleiro do Santos trabalhou muito mais que o Aranha.Vem o segundo tempo, e logo aos 10 minutos entra em cena o árbitro. O braço do zagueiro Werley estava junto ao corpo, e ainda por cima, ele tenta desviar o braço.

NÃO FOI PENALTI!

Foi uma ducha de água fria nos jogadores. Fica aquela sensação do tipo: '' a gente fazendo esse esforço todo pra segurar esse ótimo time do Santos e vem o árbitro e estraga tudo''. Desanimador.Mesmo assim, o Galo chegou, com Tardelli chutando cruzado e a bola raspou a trave. E o Galo foi de novo, e numa linda bicicleta do Diego Souza, a bola desvia na cabeça do zagueiro. Essa tinha endereço certo: no barbante.Depois do gol do Santos, até os 30 minutos só deu Galo. O goleiro do Santos fez outra boa defesa numa cabeçada do zagueiro Lima, um dos melhores em campo.

Aos 33 minutos, numa saída rápida, em 4 toques deixaram o jovem Danilo na cara do Aranha, e ele tocou na saída do goleiro: Santos 2 a 0. Por falar em Aranha, ele não mudou. Continua sempre nos agraciando com suas bizarrices.

O que ficou de bom: A dupla de zaga Lima e Réver. Jogaram muito. Tardelli parece que está voltando ao seu melhor futebol. Diego Macedo foi bem. Neto Berola bem, mas barbantinho demais.Jataí parece ter futuro.
O time precisa de volantes que saibam sair com a bola.O Ricardinho deixa o contra ataque lento.E eu acho que com esse esquema com o ricardinho, o Diego Souza some um pouco.

Quem está lendo, está parecendo que o Atlético ganhou o jogo. Mas sinceramente, a crise já estava instalada, e não foi pela derrota de ontem. A situação é complicada desde o início do Campeonato Brasileiro. O Atlético não consegue ganhar duas seguidas. Não consegue embalar. A fase é péssima.

O Kalil, que eu sempre elogio aqui neste espaço, tem que botar a cara. Dar explicações a torcida. Porque o papo do Luxa não está colando mais. Se ele viu evolução no time, eu também vi. Só que essa evolução está mais lenta que o Rubinho Barrichello. Essa reação virá quando?

Porque o Campeonato Brasileiro pra quem estava pensando em título acabou. Vamos para a décima sexta rodada. Provavelmente, vamos virar o primeiro turno no Z4.

Se jogar um pouco mais do que jogou ontem, podemos vencer o fraco time do Flamengo no Maracanã, na Quinta Feira, as 21:00. Depois tem o Palmeiras, que também não vive uma boa fase, no Ipatingão, Domingo as 16:00. Se, Ganhar essas duas, podemos começar a pensar realmente em começar a disputar o Campeonato Brasileiro. A pressão diminui.

O que me preocupa e tenho certeza que 90% dos atleticanos também, é que esse time, cheio de estrelas, bons jogadores, futuras promessas, o melhor treinador do país, o melhor CT, o presidente que sempre sonhamos, não consegue embalar.

Isso que dá em montar time no meio do Campeonato. Jogadores chegando no decorrer da competição. Jogadores com histórico de lesões.

Esse time dará certo mesmo?

Desta vez não vou pedir confiança no Luxa e nem no Kalil. Fiquem a vontade

Então a palavra certa a ser usada não é EVOLUÇÃO. E sim REAÇÃO!

REAGE GALO!!!

CATEGORIAS DE BASE: As categorias de base do Atlético tiveram um sábado positivo pelo Campeonato Mineiro. As equipes infantil e juvenil venceram o Coqueiral por 3 a 1 e 4 a 0, respectivamente, no Campo do Pingo de Ouro, em Capim Branco, pela quarta rodada. Já o time júnior empatou por 1 a 1 com o Villa Nova, no Estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima, pela sexta rodada.Na vitória da equipe infantil, os gols foram marcados por Rodrigo, Mucuri e Carlos. No jogo do time juvenil, a goleada alvinegra foi garantida com gols de Paulo Henrique (2), Igor e André. Já no empate da equipe júnior, o gol atleticano foi marcado por Roger.
Escalações:
Júnior: Daniel; Roger, Thiago Cunha, Rian (Cássio) e Eron; Alex, Paulinho (Fernando Viana), Soutto (Rafael Souza) e Wendel (Nikão); Wescley e Felipe Augusto (Breno). Técnico: Rogério Micale.
Juvenil: Cleysson; Allan, Victor (Donato), Igor e Leandro; Acácio (Dodô), Isaac, Gustavo (Manchinha) e Lucas Kattah (André); Paulo Henrique e Marcos Vinícius (Leleu). Técnico: Diogo Giacomini.
Infantil: Rodolfo; Ricardo (Adalto), Andrei, Rodrigo e Pedro (Mucuri); Yago, Juninho, Anderson (Canguçu) e Vagner; Carlos e Zé Alberto. Técnico: Ricardo Resende

Vamos pra cima deles Galo. Reação já!!!
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Cruzeiro 0 x 1 Vitória - "Gosto de cabo de guarda chuva"

 Montillo lutou muito mas o time não correspondeu (foto: Superesportes)

A torcida do Leste de Minas, reforçada por guerreiros da capital, compareceu em peso. No Ipatingão com capacidade para 20.500 torcedores, somente 11.200 foram colocados à venda. O cruzeirenses compraram 10.191 ingressos e 'lotaram' o estádio. O que não dá pra entender é porque não aumentar a capacidade do estádio com tantos espaços vazios nas arquibancadas. Saída de emergência? Já vi o Ipatingão lotado e ninguém aparecer com esse papo. Enfim, vamos ao jogo. 

O Cruzeiro começou pressionando o Vitória com jogadas rápidas mas com finalizações abaixo da crítica. Não gosto de criticar convocação de técnico mas desta vez Cuca se precipitou ao escalar Jones (que pediu para não ser mais Carioca). Ele entrou nervoso em campo e errou passes bisonhos. Não dá para crucificar o cara por isso. Deu para perceber que foi nervosismo. É melhor jogar um péssimo jogo de estreia que arrebentar em uma partida e desaparecer. Exemplos disso não faltam ao Cruzeiro. Força, Jones! Não desanime.

Voltando ao jogo, foram inúmeras chances perdidas de gol. Chutes de longe, cruzamentos, tabelas, enfim... O jogo do Cruzeiro foi predominantemente pela direita, mas sem eficiência. Desta vez, Jonathan fez muita falta. Rômulo começou até bem mas se perdeu em meio ao nervosismo de Jones, que até parte do primeiro tempo estava pela direita. Diego Renan pouco avançou no primeiro tempo. No segundo, ele até que subiu um pouco mais mas não é o mesmo jogador do ano passado. E na falta de gols, a torcida se empolgava com as jogadas do argentino Walter Montillo. O sujeito é craque. Jogador diferenciado que surpreende a todos com alternativas criativas durante a partida. Quando você pensa que ele vai fazer o óbvio, ele surpreende e dá um drible desconcertante e se livra dos marcadores. Acontece que o time não acompanha o seu raciocínio. 

E, graças a Deus, o primeiro tempo acabou! Cuca mudou o time no intervalo, colocando Roger no lugar de Jones. Substituição previsível, haja vista a péssima atuação do estreante. O Cruzeiro voltou mais forte e perigoso mas o balde de água fria veio logo aos 8 minutos. O atacante Junior recebeu a bola nas costas de Fabrício (que alternou momentos bons e ruins na partida) e mandou para o 'fundo do filó' (saudade da narração do saudoso Fernando Sasso). A equipe de amarelo sentiu o golpe. Amarelo? Ah, sim. Já ia me esquecendo. Em vez do tradicional azul e branco, o Cruzeiro jogou com o belo uniforme amarelo e azul escuro. Prato cheio para os supersticiosos, já que em sua terceira partida a camisa amarela soma uma derrota, um empate (Santos) e uma vitória (Botafogo).

Abatido pelo gol, o Cruzeiro virou um amontoando em campo. Cuca ainda ousou, tirando os laterais Rômulo e Diego Renan e colocando Caçapa e Wallyson, que entraram bem no jogo, mas já era tarde. Thiago Ribeiro foi expulso depois que Junior simulou uma contusão. Ao contrário do que aconteceu alguns jogos atrás, quando a arbitragem puniu um jogador do Cruzeiro com cartão por causa de uma simulação, os punidos desta vez foram Fabrício (amarelo) e Thiago Ribeiro (vermelho). Só pra constar, achei ridícula a atitude da torcida em vaiar o jogador, independente de ter sido justa ou não a expulsão.

Com um a menos no placar o Cruzeiro até passou a atacar um pouco mais. O único lance realmente de perigo foi uma bola perdida por Wellington Paulista praticamente cara a cara com o goleiro Viáfra, depois de um cruzamento da esquerda. Um jogador do Vitória expulso já no finzinho da partida e só! Fim de jogo! De volta pra casa com aquele gosto de 'cabo de guarda chuva' de quem pega a perigosa BR-381 para ver um time apático, com algumas exceções. 

Cabe ao técnico Cuca consertar os erros, principalmente no meio e no ataque. Ele precisa definir quem vai jogar ao lado de Montillo. Apesar dos pesares, Roger é o nome ideal, já que está entrosado com a maior parte dos jogadores. Jones deveria ir entrando no decorrer das partidas, sem o peso de entrar para resolver uma partida problemática. No ataque, está difícil. Eu não confio em Wellington Paulista e Thiago Ribeiro não consegue repetir as atuações de antes da Copa do Mundo. Wallyson pareceu ter qualidade, mas ainda é cedo para avaliar. Tenho esperança em Ernesto “Anthony Kiedis” Farias e, pelo que ouvi de Sebástian Prediger, ele também pode ser um nome para dar vida ao time naquela região do meio para frente. Em título eu não sei se acredito mais. Vai ser difícil alcançar o Fluminense e o Corínthians, o nosso próximo adversário (êh, Adilson... coopera aí). 

Finalizo com uma consideração sobre o Cuca. Está na hora de mostrar que tem capacidade de dirigir um grande clube. Elenco de qualidade, ele tem. Elenco nas mãos, ele tem. Então, está na hora de fazer esse time jogar e ganhar. Não quero esperar 8, 9, 10 jogos sem vitória para poder questioná-lo. Então, contra o Corínthians, é vencer ou vencer.

Fábio F.Monteiro - Jornalista diplomado, valadarense, 
cruzeirense e amando do bom e velho rock'n roll.
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