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A História de uma Nação Alvinegra:1903 a 1908


Na foto acima, o PRADO MINEIRO, onde o futebol nasceu em Belo Horizonte. Tenho o orgulho de dizer que sou vizinho desse palco, claro, há muitos anos inexistente. Moro no Prado desde que nasci, há 33 anos. Apenas 2 quarteirões, me separam do antigo PRADO MINEIRO, atualmente, a Academia de Polícia, na foto abaixo.



A fundação de Belo Horizonte e os primórdios do futebol na cidade

Nos primeiros anos deste século, Belo Horizonte tinha uma população de 25.000 habitantes. Fundada em 1897 para ser capital do Estado de Minas Gerais, em substituição a Ouro Preto, a cidade pouco crescera: a crise econômica bloqueou as iniciativas do governo para instalar um comércio e uma indústria que acelerassem o progresso da nova capital.

Mesmo assim a maioria da população morava em torno de um centro urbano, cheio de casas bem construídas, e não demonstrava em seus hábitos e trajes as dificuldades financeiras da época. Haviam escolas, fundaram-se as primeiras faculdades - de Medicina, Direito e Engenharia - e as colônias de estrangeiros começaram a se formar.

Em 1903 chegou à cidade o acadêmico de Direito Víctor Serpa, carioca, recém-chegado da Suíça, onde aprendeu a jogar futebol. Durante seu primeiro ano na cidade ele trabalhou na instalação de um teatro, dirigiu peças e traduziu textos de autores ingleses e franceses. Em 1904 Serpa notou que faltavam diversões na cidade e lembrou-se do futebol, algo que poderia dar certo num lugar tão plano e cheio de estudantes.

No dia 10 de junho, Serpa e dezenas de companheiros fundaram o Sport Club Foot-Ball, primeira associação esportiva de Minas Gerais. O campo foi construído na Rua Sapucaí, perto da antiga estação da Central do Brasil, e no dia 3 de outubro promoveram a primeira partida de futebol na capital, entre dois times do próprio clube: o de Víctor Serpa e o de Oscar Americano. Venceu o de quem sabia mais: o de Serpa, por 2 x 1.

O esporte pegou logo e foram fundados mais dois clubes: o Plínio F. C. e o Club Athlético Mineiro - que não era o Galo de nossos dias. Criaram a Liga de futebol e disputaram o primeiro campeonato, mas o título não foi definido porque as chuvas estragaram o campo, e os jogadores, todos estudantes, entraram em férias. Víctor Serpa voltou então para o Rio, onde morreu em 1905. Mas ele deixara criado e desenvolvido o futebol em Minas, onde outros clubes surgiram nos anos seguintes: Estrada F.C., Juvenil F.C., Viserpa F.C. (em homenagem a Víctor Serpa) e o Brasil F.C. O Athlético passou a chamar-se Athlético Mineiro Foot-Ball Club.

O Nascimento do Gigante Alvi-Negro


O entusiasmo pelo futebol era maior durante o período de aulas. Nas férias, cada um se ocupava de outras coisas e o máximo que se conseguia era armar peladas sem interesse. Alguns clubes, como o Brasil e o Viserpa, desapareceram.

O grupo de rapazes descontentes com a situação foi aumentando e os jogos sendo substituídos por passeios dominicais pelo Parque Municipal, para frustração dos que queriam mesmo jogar futebol. Foi então que, liderados por Margival Mendes Leal, Mário Toledo, Raul Fracarolli e Augusto Soares, a turma de rapazes marcou uma reunião sob as árvores do Parque Municipal. No dia 25 de março de 1908 todos mataram aula de manhã e, rapidamente, decidiram fundar um novo clube em Belo Horizonte "para sufocar todos os outros". Nascia o Atlético Mineiro Futebol Clube, herdado o nome do outro Athlético, que já não existia.

Participaram do célebre encontro: Margival Mendes Leal, Sinval Moreira, Mário Neves, Raul e Hugo Fracarolli, Mário Lott, Carlos Maciel, Eurico Catão, João Barbosa Sobrinho, Aleixanor Alves Pereira, Antunes Filho, Mário Toledo, José Soares Alves, Horácio Machado, Augusto Soares, Humberto Moreira, Júlio Menezes Melo e Benjamim Moss Filho. Outros, que não puderam comparecer à reunião, tão logo souberam da fundação do clube aderiram à idéia: Francisco Monteiro, Jorge Dias Pena e Mauro Brochado.

A primeira sede, lembra Mário Lott, um dos fundadores, localizou-se em pequeno espaço de um porão da casa onde residia Vate (Margival Mendes Leal), à Rua Goiás, nos fundos do antigo Palácio da Justiça. Ali se discutiam os problemas e as providências para que o Clube tomasse impulso. Uma dessas dificuldades mais sérias para enfrentar a realidade : conseguir a bola.

Lembrou-se então que Ninico Antunes (Antônio Antunes Filho) enviava besouros e outros bichinhos para um seu amigo que residia na França, o qual lhe creditava as importâncias correspondentes às remessas feitas. Aí estava a solução para o sério problema: Ninico pediria ao seu amigo que lhe mandasse uma bola em troca do seu crédito. E isso foi feito. Para a alegria dos atleticanos, a bola chegou da França.

Era uma bola de número 3 e custou, àquela época, onze mil réis.

Os primeiros dez sócios do Clube Atlético Mineiro e suas respectivas funções na época:
1 - Mário Lott, 23 anos, estudante
2 - Mário Neves, 23 anos, funcionário público
3 - Antônio Antunes Filho, 20 anos, funcionário público
4 - Sinval Moreira da Silva, 23 anos, funcionário público
5 - Eurico Catão, 23 anos, farmacêutico
6 - Salesiano Lara, 17 anos, funcionário público
7 - Alfredo C. Lima Júnior, 20 anos, comerciário
8 - Jorge Dias Penna, 20 anos, funcionário público
9 - Gino Panicali, 20 anos, funcionário público
10 - Rodrigo Melo Franco, 20 anos, estudante

Estes 10 heróis citados acima, se transformaram em milhões e milhões de alvi negros.

Aguardem, essa história continua!!!!

FONTE: Galo Digital
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O dilema de Muricy Ramalho

Após conquistar o Tricampeonato Brasileiro, Muricy Ramalho se tornou o técnico mais valorizado do Brasil.

Quando saiu do São Paulo teve ofertas de vários clubes e depois de uma longa novela fechou um super contrato com o Palmeiras. Como os resultados imediatos não foram satisfatórios o Alviverde resolveu dispensá-lo, mesmo tendo que cumprir com seus salários até o fim do contrato.

Muricy então foi para o Fluminense, bancado pela Unimed e começou a construir um grande time. Beletti chegou, Deco está em negociação e com a vitória sobre o Cruzeiro, o Fluminense é o novo lider do Brasileirão 2010.

Em resumo: Tricampeão Brasileiro, 3 super contratos seguidos e líder do Brasileiro. Ai toca o telefone: Muricy? Aqui é o Ricardo Teixeira. Quer ser técnico da Seleção Brasileira?

Imaginem a euforia que passou pela cabeça dele. Imaginem a felicidade pela possibilidade de realizar o sonho maior de todos os técnicos.

Muricy foi até o Ricardo Teixeira, acertou tudo e fez uma unica ressalva: "Agora eu vou pedir o Fluminense pra me liberar e volto logo!"

Ao contrário do que todos esperavam, o Flu não liberou e ainda fez uma proposta de renovação. Ao que parece o Muricy não vai mesmo. Quantas emoções em um só dia heim Muricy? Que reviravolta!!!

De tudo isso eu só tenho uma certeza: Hoje o Muricy não vai conseguir dormir!!! Está com a cabeça a 1.000 km/h.!!!

Tem mais coisa nessa história do que muitos imaginam. Tem briga política entre Flu e CBF. Tem um contrato milionário. Tem o prestígio de ser técnico da seleção. Tem a realização profissional.

Independentemente do desfecho final eu digo: Parabéns Muricy!! Você merece tudo isso pela sua competência é pelo trabalho que desenvolveu nesses últimos anos. Deus ilumine seus pensamentos para que você tome a melhor decisão!!!

Opa!! Enquanto escrevia o post saiu a notícia. Muricy recusa convite e CBF já convidou Mano Menezes. 

Vamos aguardar a resposta do Mano.

Abraço. Cruzeiro até morrer!!
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Brasileirão 2010 - Série A

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